Série: “A Bíblia e a Teologia da Prosperidade”.
Texto: Sergio de Souza.
O tema é extenso e, biblicamente, podemos afirmar que a chamada “Teologia da Prosperidade” nada tem de teologia. Homens enganadores aproveitam-se das necessidades e da ganância alheias para enriquecer. Porém, são eles os únicos que enriquecem como consequência direta desta tal “teologia”.
Como todos os falsos mestres, estes também usam textos bíblicos distorcidos, dizendo que o diabo terá poder (e Deus nada poderá fazer) sobre a vida de quem não der o dízimo, não ofertar e não pagar primícias (uma apropriação do judaísmo que, junto com os rituais da Lei Mosaica, é muito usado naquilo que interessa a eles, os grandes beneficiários desta distorção).
Inventam, dentro de sua tão amada numerologia, números de multiplicação sobre o valor ofertado (7, 12, 30, 60, 100, x vezes mais). Dizem que o seu dinheiro só pode ser dado na igreja – de preferência na deles – e que se alguém “plantar”, por exemplo, doando cestas básicas, receberá, como fruto da semeadura, somente cestas básicas. Ora, Jesus mandou o jovem rico fazer o que mesmo com o dinheiro da venda de seus bens? Não o mandou vender tudo e doar aos pobres? O principio da semeadura, aliás, é um dos termos mais usados por estes homens que nada têm de prática cristã genuína, muito pelo contrário, são lobos disfarçados de servos de Deus.
Se formos falar em princípio, ao falar de ofertas, o único que deveria ser utilizado é o princípio bíblico e universal do amor, pois se todo aquele que se diz servo de Cristo realmente ama a obra da evangelização, proverá as igrejas (que eles consideram sérias) de sustento e ferramentas suficientes para que a mensagem do Evangelho, do verdadeiro Evangelho, chegue àqueles que têm fome de Deus e fome de pão.
Logo continuaremos neste assunto.
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